Vírus, viroides e Fitoplasmas no Cultivo da Cannabis
Vírus, Viroides e Fitoplasmas no Cultivo de Cannabis
Vírus, viroides e fitoplasmas no cultivo de Cannabis afetam principalmente o crescimento da planta, em vez de destruir totalmente o tecido da Cannabis sativa L.. Esses patógenos utilizam as células da planta para se multiplicar, dependendo de um hospedeiro vivo para sobreviver. Por isso, os sintomas que causam são significativamente diferentes daqueles provocados por fungos e bactérias não obrigatórios, que geralmente matam o tecido do hospedeiro e se aproveitam de seus nutrientes para se reproduzir.
Viróide Latente do Lúpulo (HpLVd)
Sintoma primário: atrofiamento da planta. Vários relatórios sugeriram que o viroide (HpLVd) está associado a uma doença de retardo de crescimento na Cannabis sativa L.. Plantas de Cannabis sativa L. infectadas com este viroide podem apresentar clorose foliar, má-formação, hastes quebradiças, massa floral e tricomas reduzidos e atrofiados. O viroide é um pedaço de RNA de fita simples que consegue entrar na célula vegetal e se multiplicar, fazendo com que a planta gaste energia produzindo mais viroides.
O HpLVd pode ser transmitido de planta para planta por meios mecânicos e também por sementes. Portanto, os produtores internos de cannabis podem reduzir a probabilidade de transmissão mecânica praticando protocolos rígidos de manuseio de plantas, como esterilizar tesouras de poda após o uso em cada planta, limitar o número de membros da equipe que interagem com as plantas em diferentes áreas e lavar as mãos com sabão antes e depois de manusear as plantas. Os produtores de cânhamo cultivados no campo podem evitar o HpLVd garantindo que as sementes sejam saudáveis, certificadas ou testadas para confirmar que estão livres desse viroide.
Vírus da Clorose da Alface (LCV)
Sintoma primário: clorose foliar. Foi detectado em plantas de Cannabis sativa L. por pesquisadores em Israel. Causa folhagem amarelada, clorótica e necrótica. As folhas infectadas também podem apresentar textura áspera, couriácea e quebradiça.
A mosca-branca é um exemplo de vetor que pode transmitir o vírus de plantas de cannabis infectadas para plantas saudáveis de maneira semipersistente, pois o vírus pode permanecer no intestino da mosca-branca sem circular para o seu corpo. Esse pode ser um dos principais meios de transmissão do vírus em campos onde a mosca-branca se alimenta de uma planta infectada, carrega o vírus em seu estômago e libera o vírus para uma nova planta quando se alimenta dela. Portanto, prevenir essa praga no campo e na estufa é fundamental.
As sementes da cannabis podem carregar o HpLVd. A mosca-branca é um dos vetores que podem transmitir o LCV.
O controle de ervas daninhas também é importante, pois muitas ervas daninhas hospedam LCV e servem como reservatórios naturais do vírus. Brotos de plantas infectadas, especialmente plantas mãe usadas para propagação, podem ser uma fonte primária de infecção para cultivo interno, e testes de rotina para LCV de plantas mãe podem reduzir significativamente a incidência da doença em uma cultura. LCV não se espalha através de sementes de cannabis. O diagnóstico da infecção por LCV baseado apenas nos sintomas é difícil, pois muitas doenças virais apresentam sintomas semelhantes, especialmente quando ocorrem coinfecções com vírus diferentes. Um teste molecular baseado na reação em cadeia da polimerase com transcrição reversa (RT-PCR) pode detectar rapidamente se esse vírus está presente no tecido da planta.
Fitoplasmas (Candidatus Phytoplasma trifolii)
Sintoma primário: aglomerados de galhos, conhecidos como vassoura de bruxa (super brotação).
Fitoplasmas são bactérias que vivem em insetos e floema vegetal, ou tecido vivo que transporta recursos importantes como o açúcar. Ao contrário das bactérias não fastidiosas, que são cultiváveis em meios de crescimento e geralmente causam a deterioração do tecido vegetal, os fitoplasmas são parasitas limitados ao floema e causam principalmente alterações significativas no crescimento e desenvolvimento da planta.
Os sintomas típicos de fitoplasmas incluem:
- Aglomeramento de pequenos ramos (vassoura de bruxa; super brotação);
- Filodia – desenvolvimento de órgãos florais em estruturas folhosas;
- Virescência – pigmentação esverdeada em flores ou brotos não verdes;
- Plantas amareladas e raquíticas.
Em certas variedades de cânhamo, plantas infectadas desenvolvem aglomerados de ramos altamente proliferativos com internódios significativamente encurtados. Plantas infectadas precocemente podem ser severamente atrofiadas em comparação com plantas normais. As plantas jovens podem morrer durante o início da estação.
Uma nota de doença publicada em maio de 2019 na Plant Disease confirmou a presença de ‘Candidatus Phytoplasma trifolii’ nas plantações de cânhamo dos EUA.
Cigarrinhas e Psilídeos como Vetores de Fitoplasmas
Os fitoplasmas geralmente são transmitidos por insetos que se alimentam do floema, pertencentes à ordem Hemiptera, particularmente cigarrinhas e psilídeos. Dentro do inseto vetor, os fitoplasmas podem sobreviver, ficando armazenados no intestino e nas glândulas salivares, com capacidade de se deslocar para a saliva. Quando um vetor portador se alimenta de uma planta, libera fitoplasmas no floema através da saliva. Assim, a gama de hospedeiros de um fitoplasma depende em grande parte da área de alimentação do vetor, que geralmente é ampla.
Passos para Identificação de Pragas e Doenças (McPartland, Clarke & Watson, 2000)
- Identificar as plantas com problemas;
- Considerar todas as possibilidades de agente;
- Consultar literatura;
- Definir as características;
- Estudar sintomas e sinais (murcha, sintomas complexos e doenças complexas);
- Exames laboratoriais e análises (alteração da aparência);
- Testar patógeno;
- Finalizar diagnóstico.
Texto: Raspa Canela
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